Bonifácio – O Cunhado
Bonifácio cruzou os braços e esperou a explicação que parecia embaraçosa, mas não era.
- Eu tento, dizia ele, tento de tudo quanto é forma. Só que o meu conhecimento é maior, logo fico sabendo demais e por isso me desemprego com facilidade.
- E concurso público? Como é?
- Não, isso é pra gente mesquinha, medíocre. Livros parados na estante, traças, mofo.
O jeito era depositar mais um mês a pensão à irmã. O cunhado não queria nada com nada, um enrolador. Tanto conhecimento, duas faculdades, curso de extensão. Mas trabalho que era bom, nada!
- Amanhã tenho uma entrevista. Contabilidade pública aplicada ao privado. Dou um jeito, vai ver.
Bonifácio fez o cheque meio a contragosto, como nos meses passados. Os sobrinhos teriam o que comer. A meia furada no dedão o incomodava uma barbaridade. Isaura não dava jeito naquilo, nem naquele gato manco. Ele mesmo trataria de eliminar o rato, a coisa se prolongara por tempo demais.
terça-feira, 17 de agosto de 2010
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Ela Saiu
Ela saiu do apartamento numa terça-feira à tarde. Pensei, já vai aproveitar a quarta e dar um rolé com as amiguinhas. Me deixou como se de...
-
Mãe, aonde foi o pai? Foi no mercado. Comprar o quê? O quê tu acha? Cerveja? Sim, cerveja. Teu pai só vai ao mercado comprar cerveja, às vez...
-
Espaço Tudo que fiz para você, não me arrependo de nada. Voltava, mesmo sabendo do erro que foi nosso encontro, e faria de novo. E volta...
-
Pai A última vez que viu seu pai foi quando viajou duzentos quilômetros e chegou numa cidadezinha chamada Pacambi. Era domingo e o negócio...
Nenhum comentário:
Postar um comentário